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Repórter de Maringá é indiciado por envolvimento com organização criminosa

repórter de Maringá Pr André Almenara, foi indiciado por suspeita de integrar uma organização criminosa envolvida no tráfico de drogas e homicídios na região. Ele foi alvo de uma operação de busca, deflagrada pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (8). 

profissional da imprensa começou a ser investigado no início de 2023, quando foram apreendidos diversos celulares de membros da quadrilha, incluindo o de um criminoso que morreu em confronto com a polícia em meados de 2023.

Na ocasião, durante a análise dos aparelhos, foram encontradas mensagens trocadas com o repórter de Maringá. Segundo a polícia, ele aproveitava o acesso a informações confidenciais proporcionado pela sua profissão para avisar o grupo criminoso sobre apreensões de drogas, homicídios, autores e vítimas dos crimes, além das linhas de investigação policial

Os investigadores também descobriram que o repórter alertava a quadrilha sobre a atuação policial e fornecia detalhes precisos de operações em andamento e futuras. Em uma das conversas interceptadas, ele avisou um dos líderes da organização sobre uma operação iminente: “Recebi uma informação agora, tô indo para o local. Diz que balearam um cara na Mandacaru agora, em frente do Kennedy”. 

“Recebi uma nova informação aqui, parece que tem duas situações, parece que tem um suicídio, mas parece que teve um cara que foi alvejado com tiros ali, parece que é homicídio”, diz um trecho de outra conversa descoberta. 

A polícia também afirma que o acusado enviava fotos dos locais de crimes e das vítimas para os integrantes da organização criminosa, permitindo que eles tomassem medidas para evitar a captura e frustrar as investigações. Em uma mensagem, por exemplo, ele descreveu o local de uma apreensão de drogas e as movimentações da polícia em tempo real: “Essa carreta tava lá estacionada no G10, ali na Morangueira. Ele pegou essa droga em Foz do Iguaçu e ia levar para Minas Gerais”.

A Polícia Civil destaca que além das informações confidenciais, o repórter de Maringá ainda incentivava atos violentos. Em outros trecho de mensagens ele diz: “Hoje foram para matar ele e erraram os tiros. Inclusive, deram uma recompensa de R$ 5.000 se alguém matasse ele” e  “Então menino, tinha que ter feito ele né. Para a gente filmar ele no chão“.(com paranaportal)

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