A adolescente de 15 anos apreendida sob suspeita de envolvimento no caso do garoto de 14 anos que matou o pai, a mãe e o irmão de 3 anos também planejava assassinar os próprios pais. Os dois mantinham um relacionamento virtual —ela mora em Água Boa (MT) e ele em Itaperuna (RJ)— e tinham planos para se conhecer pessoalmente.
O que aconteceu
A Garota foi “grande incentivadora” do namorado para matar os pais, segundo a polícia. O plano era que o adolescente usasse o dinheiro do casal assassinado para viajar para Mato Grosso, onde encontraria a namorada. Em seguida, os dois também matariam os pais da menina. “O objetivo final deles era ficar juntos”, afirmou o delegado do casoMatheus Soares Augusto.

Casal de adolescente estava disposto a fazer tudo para ficar junto. “Eles [iriam] matar todos aqueles que os impedissem de viver esse amor proibido”, disse Augusto.
Os dois debateram métodos para descartar os corpos após os assassinatos. Em conversas online, chegaram a cogitar jogar os cadáveres dos pais e do irmão do adolescente para os porcos comerem, em uma tentativa de atrapalhar a investigação.
O adolescente que mora no Rio foi apreendido na semana passada, quando o crime veio à tona. A menina, porém, só foi apreendida mais de uma semana depois dos assassinatos. Os dois deverão responder por crimes análogos ao de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Namorada fazia chantagem, diz polícia
Namorada ameaçou terminar com o menino se ele não a visitasse em MT. Ainda segundo a investigação, a menina fazia constantes chantagens emocionais e falou que ele deveria mostrar que ”era homem” para vê-la pessoalmente, além de mandar mensagens duvidando de que ele teria coragem para assassinar os familiares.

Os dois se conheceram há seis anos em um jogo online e namoravam “mais seriamente” há um ano. Inicialmente, a polícia desconfiou que a suposta namorada fosse uma farsa.
A jovem já prestou depoimento, mas negou participação direta nos crimes, como ter incentivado o namorado. Segundo a polícia, ela disse que sabia do crime, que conversou com ele durante os homicídios, mas não participou de nada.(com uol noticias)





