Marlon de Paula Amaro de 27 anos e sua esposa, Fabiana do Nascimento Prestes de 43 anos, foram mortos a tiros na frente da filha de seis anos . Eles estavam dentro de um um carro de aplicativo e o motorista ainda tentou salvar a vida da mulher.
O crime aconteceu na Rua Cecília Vigo Bruzamolin, no bairro Campo do Santana , em Curitiba, na tarde desta quinta-feira (4). O casal teria chamado o motorista de aplicativo para fazer uma corrida por fora da plataforma e ajudar em uma mudança. Eles teriam saído de Almirante Tamandaré com destino a Mandirituba. No caminho, Marlon desceu do carro para conversar com uma pessoa, mas foi surpreendido. Foi quando dois bandidos armados saíram do matagal. Marlon de Paula Amaro foi morto a tiros enquanto corria do assassino.
O outro foi até o carro e atirou na mulher, que estava no banco de trás com a filha de seis anos no colo,a menina não foi atingida. O motorista tentou salvar a mulher levando-a ao Hospital do Trabalhador.
No entanto, quando ele viu que não daria tempo de chegar ao hospital, por causa do engarrafamento na rodovia, parou na frente de uma companhia da Polícia Militar, no bairro CIC, para pedir ajuda.
Mas a ajuda foi em vão. A mulher morreu no caminho. Conforme o capitão Zatera, do 13.º Batalhão da PM, os policiais viram que a mulher estava morta. Então tiraram a criança do carro e a acolheram. Ela não foi ferida, mas ficou em estado de choque e não conseguia falar com os policiais, o Conselho Tutelar em Curitiba está em busca dos familiares para ficarem com a criança.
Motorista fala do Momento de Terror:
O motorista de aplicativo que levava o casal que foi assassinado a tiros no bairro Campo do Santana, em Curitiba, contou sobre os momentos de terror que presenciou. Ele contou que tentou tranquilizar a criança que estava no carro.
“No momento em que eles atiraram eu só levantei a mão para cima para aguardar, pelo amor de Deus. Daí eles mataram e correram para dentro do mato. A mulher estava no banco de trás de mim, que levou o tiro, e a criança no colo dela. Eu só falei para a criança “vamos achar teus parentes, eu não vou te abandonar”, e ela falava “eu tô sem pai e sem mãe”, descreveu.
O que diz a delegada do caso:
Segundo informações Marlon já tinha passagens pela polícia por tráfico de drogas.“A gente acredita que possa ter tido algum desentendimento, alguma briga de grupos criminosos, estamos colhendo declarações para a gente conseguir traçar essa linha investigativa”, explicou a delegada Camila Cecconello.
A delegada Camila Cecconello relatou que o caso pode ter sido uma armadilha : “Ele pode ter sido atraído para o local para execução, já que os executores estavam muito próximos”.
O caso está em investigação. (com ric mais)





