Uma operação da Polícia Civil do Paraná (PC-PR) cumpriu mandados de busca e apreensão na terça-feira (12) em investigação de fraude de medicamentos fornecidos à Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa).
A apuração inicial aponta que o esquema movimentou cerca de R$ 10,6 milhões.
Segundo a investigação, licitação do estado comprou milhares de frascos de Imunoglobulina Humana, indicado para tratamentos de leucemia, doenças autoimunes, para pacientes recém transplantados e outras doenças.
Porém, as unidades entregues às regionais de saúde do estado continham antibióticos do tipo metronidazol, medicamento anti-infeccioso indicado para o tratamento de giardíase, amebíase, tricomoníase, vaginites e outras infecções.
A Secretaria de Saúde do Estado do Paraná está mapeando quantos pacientes tomaram o medicamento errado, mas afirma que o antibiótico não “causa grandes riscos à saúde”
A empresa vencedora da licitação e que forneceu os remédios ao estado foi a Ar Fiorenzano Distribuidora de Medicamentos LTDA.
Em nota, a empresa disse ter sido tão vítima quanto o Estado do Paraná da “possível fraude praticada pela responsável pelo fornecimento das medicações”.
Segundo a companhia, o medicamento foi comprado de outra empresa “que se apresentava como representante comercial da importadora que traz o produto ao Brasil”.
“Todas as aquisições eram documentadas e os pedidos negociados pelo preço comercial do produto”, diz a nota.
A companhia afirma estar apresentando toda a documentação necessária às autoridades, que jamais “teve como objetivo lesar os cofres públicos ou a sociedade” e que é a maior interessada em esclarecer os fatos.
Como o esquema foi descoberto?
O secretário estadual de Saúde do Paraná, Beto Preto, explicou que o primeiro indicio de possível fraude foi registrado na farmácia do Hospitalar Universitário da Universidade estadual de ponta Grossa (UEPG) e que a partir dessa observação, os remédios foram levados de volta a sede da Sesa.
A partir disso, segundo Beto Preto, a pasta acionou notificou a Polícia Civil, que iniciou a investigação e deflagrou a operação de terça.
O secretário informou que foi aberto um procedimento para averiguar o fluxo de controle de qualidade dos produtos adquiridos pelo estado.
Além disso, segundo Beto Preto, outros estados que também possuem licitação com a empresa foram notificados sobre a fraude identificada no Paraná. A lista dos estados não foi divulgada.
Medicamentos fraudados foram usados em pacientes? Quais riscos?
O secretário estadual de Saúde, Beto Preto, afirmou que pacientes utilizaram parte dos medicamentos fraudados que desencadearam a operação.
Ele disse ainda que o estado está mapeando quem fez uso do produto, que apesar de não ‘causar grandes riscos’ à saúde, foi administrado de forma incorreta.(com g1)





