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Paranaense é o primeiro paciente pediátrico do Brasil a passar por terapia celular de combate ao câncer; conheça tratamento

O estudante Caio Bressan, de 17 anos, passou por um tratamento de terapia celular inovador no Brasil no combate ao câncer. O procedimento envolve o uso de células do próprio paciente, modificadas em laboratório, que se tornam capazes de combater tumores.

A terapia, entretanto, é indicada apenas quando não há mais nenhuma linha de tratamento disponível para o paciente. Segundo o Hospital Erasto Gaertner, Caio foi o primeiro paciente pediátrico do país a passar pelo tratamento

O paranaense foi diagnosticado com leucemia aos 9 anos. Antes do tratamento ser indicado para ele, passou por vários procedimentos que não resultaram na cura completa da doença.

De acordo com a médica Antonella Zanette, uma das que atendeu o caso de Caio no Erasto Gaertner, o tratamento de terapia celular faz o uso de células chamadas linfócitos T.

Como funciona a terapia celular

No procedimento, o material genético é coletado e enviado para os Estados Unidos, onde as células são modificadas. Depois, estas células são recolocadas no organismo do paciente por meio de uma infusão – um processo parecido com uma transfusão de sangue.

“Essa célula tumoral acaba sendo destruída de uma forma bem específica. Por exemplo, um de nossos casos, ele entrou no procedimento, um dos pacientes adultos que tinham linfoma difuso de grandes células. Fez o procedimento e um mês depois fez o mesmo exame. Estava completamente zerado”, explicou o médico Johnny Camargo, diretor do serviço de transplante de medula óssea do Erasto Gartner.

Quando o tratamento surgiu como alternativa à doença de Caio, o procedimento era inédito no país. Atualmente a terapia não é oferecida pelo Sistema Único de Saúde.

“Esse é o grande desafio, o grande problema nosso hoje com a terapia celular. Num quarto você poder falar sobre isso, dar indicação e dar mais uma chance de tratamento. E você sair dali entrar no quarto ao lado e não poder nem tocar no assunto, nem falar nada. Isso corta o coração da gente. De você saber que poderia ter uma cura, assim como o vizinho tem, e infelizmente a gente não ter essa disponibilidade no sistema público”, disse a médica Antonella.(com g1)

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